
O cinema brasileiro não tem apenas bons diretores. Há estrelas e astros que sempre brilharam nas telas e nos palcos da vida. Isso comprova que no cinema brasileiro o que não falta é talento.
É preciso levar em conta que em Hollywood ainda impera uma boa dose de protecionismo em relação às produções norte-americanas.
No entanto, com o avanço na premiação de produções independentes e de países até pouco tempo ignorados pelo espetáculo representado pelo Oscar, uma nova porta se abre para países como o Brasil.
E isso é mais do que merecido, porque a história comprova, como já frisamos, que no cinema brasileiro o que não falta é talento.

Astros e estrelas que sempre brilharam
Atores e atrizes brasileiros sempre tiveram desempenho reconhecido tanto no cinema como no teatro.
Embora se torne importante frisar o que acontece na atualidade, não podemos faltar com os nossos leitores.
Daí a importância de traçar um histórico dos principais acontecimentos, astros e estrelas que sempre brilharam e que, infelizmente, muitas vezes são esquecidos.
Não se trata de saudosismo, mas de lembrar fatos passados como forma de enriquecer o presente com a lembrança de grandes exemplos de elencos que brilharam.
E que podem, assim, representar uma verdadeira inspiração aos novos talentos que vêm surgindo.
Nesta família e no cinema brasileiro o que não falta é talento
Fernanda Torres e a mãe dela, Fernanda Montenegro, são nomes muito lembrados na atual fase de premiação.
Com sua versatilidade e inteligência, Fernanda Torres percorreu vários países, dando entrevistas de grande repercussão.
E Fernanda Montenegro, que também atuou em Ainda Estou Aqui, sempre é lembrada por seu histórico de premiações e grande talento.
É uma das atrizes mais premiadas do Brasil, com reconhecimento tanto nacional quanto internacional.
Entre os principais destaques ao longo de sua carreira, é memorável sua indicação ao Oscar de Melhor Atriz em 1999 por sua atuação em Central do Brasil, sendo a primeira latino-americana a alcançar essa indicação.
Ganhou o Urso de Prata de Melhor Atriz em 1998 por Central do Brasil. Venceu em 2013 como Melhor Atriz por sua atuação em Doce de Mãe. Entre outros reconhecimentos.
E não para por aí, pois a National Board of Review a premiou como Melhor Atriz em 1998 por Central do Brasil.
Coincidência de nomes e de trajetória
Fernanda Montenegro recebeu também prêmios nacionais, entre os quais diversos troféus APCA, Prêmios Molière e o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro por suas contribuições ao teatro, cinema e televisão.
Foi também condecorada com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito em 1999, a maior comenda civil do Brasil.
Esses são apenas alguns dos muitos prêmios que refletem sua importância e talento no cenário artístico.
E há uma curiosidade que talvez poucos saibam: a coincidência de nomes e de trajetória nessa família de artistas.
Fernanda Montenegro era casada com o também ator Fernando Torres, um casal que ficou emocionado ao ver a histórica atuação da filha, também Fernanda, que, por sua vez, herdou do pai o sobrenome artístico.
Mas vamos fazer um histórico sobre todos os fatos que vêm marcando a história do cinema e do teatro no Brasil, que só agora tem recebido o merecido reconhecimento internacional em maior amplitude.

A inesquecível Bibi Ferreira
Há inúmeros outros nomes que não podem ser esquecidos, como Bibi Ferreira, que foi uma das maiores artistas do Brasil, com uma carreira brilhante no teatro, na música e na televisão.
Embora seja mais conhecida por seu trabalho nos palcos, ela também participou de algumas produções cinematográficas.
Embora sua presença no cinema tenha sido mais limitada em comparação com sua vasta contribuição ao teatro, atuou em filmes como Cidade Mulher (1936), dirigido por Humberto Mauro.
Bibi: uma verdadeira lenda do teatro brasileiro.
Bibi Ferreira estreou profissionalmente em 1941 e dirigiu e estrelou inúmeras peças ao longo de sua carreira, incluindo musicais icônicos como My Fair Lady e Gota D’Água.
Uma de suas atuações mais reconhecidas é sua interpretação de Edith Piaf em Piaf – A Vida de uma Estrela.
Como se não bastasse, Bibi também foi pioneira na televisão brasileira, apresentando programas como Brasil 60 e Bibi ao Vivo, que marcaram época.
Vários talentos internacionais
Wagner Moura teve grande destaque internacional com Tropa de Elite (2007) e sua sequência, onde interpretou o icônico Capitão Nascimento.
Reconhecida mundialmente, Sônia Braga brilhou em Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976) e Aquarius (2016), consolidando sua carreira tanto no Brasil quanto no exterior.
Rodrigo Santoro, por sua vez, atuou em Carandiru (2003) e ganhou fama internacional com filmes como 300 (2006).
Conhecido por O Homem que Copiava (2003) e Madame Satã (2002), Lázaro Ramos é mais um entre os grandes nomes do cinema nacional.
Selton Mello brilhou em O Palhaço (2011) e O Auto da Compadecida (2000), além de ser um talentoso diretor.
Leandra Leal destacou-se em O Lobo Atrás da Porta (2013) e Bingo: O Rei das Manhãs (2017).
Esses artistas não apenas marcaram o cinema nacional, mas também levaram a cultura brasileira para o mundo.
Grande no nome e no talento
Grande Otelo, cujo nome verdadeiro era Sebastião Bernardes de Souza Prata, é um ícone do cinema brasileiro.
Ele brilhou em filmes como Macunaíma (1969) e nas famosas chanchadas das décadas de 1940 e 1950, muitas vezes ao lado de Oscarito.
Sua versatilidade como ator, comediante e cantor o tornou um dos maiores artistas do Brasil.
Outros nomes antigos que marcaram o cinema nacional incluem:
- Oscarito: Parceiro frequente de Grande Otelo, foi um dos maiores comediantes do Brasil, estrelando filmes como Carnaval Atlântida (1952) e Matar ou Correr (1954).
- Paulo Gracindo: Conhecido por sua atuação em O Bem-Amado e outros clássicos, ele também teve uma carreira marcante no teatro e na televisão.
- José Lewgoy: Atuou em mais de 100 filmes, incluindo Fitzcarraldo (1982), e era conhecido por interpretar vilões memoráveis.
- Sérgio Britto: Um dos pioneiros do teatro e cinema brasileiros, com destaque em A Muralha e outras produções.
- Dercy Gonçalves: Uma das maiores humoristas do Brasil, também participou de diversos filmes e peças teatrais.
Esses artistas ajudaram a moldar a identidade do cinema brasileiro e deixaram um legado que continua a inspirar gerações.

Conclusão: talento é o que não falta
Este é apenas um resumo de uma trajetória do cinema brasileiro que, sem exagero, já encantou o Brasil e o mundo, em vários festivais internacionais.
Obviamente, é impensável citar todos os astros e estrelas e todos os diretores que abrilhantaram o nosso cinema ao longo de todos esses anos.
Muitos desses filmes participaram do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, cujos convites de estreia eram disputados por 10 entre 10 cinéfilos que se dirigiam a Brasília de vários Estados para o grande festival.
O que se espera é que o cinema brasileiro consiga mais apoio, inclusive financeiro, porque a grande indústria do cinema pode trazer divisas ao país e elevar o nome do Brasil em âmbito internacional.
Da mesma forma, esperamos que seja estancada, de vez, a enxurrada de mentiras sobre a Lei Rouanet, para que esse apoio se consolide.
Se você, como nós, adora cinema, compartilhe este artigo, para que mais pessoas participem dessa luta a favor da arte, da cultura e, de forma especial, do teatro e do cinema brasileiro.
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